O tenente Paulino da Silva, do 21o. Batalhão de Polícia Militar de Cubatão (SP), em ronda na noite do incêndio na Vila Socó, foi avisado por um morador sobre o vazamento nos dutos da PETROBRÁS. Ele foi até o local, constatou o vazamento de gasolina, e tentou, duas horas antes da explosão, convencer a PETROBRÁS a tomar uma providência imediata. Funcionários da empresa fizeram o mesmo, mas a resposta era de que estavam aguardando um engenheiro de Santos para ir ao local verificar o vazamento e só ele pode acionar o corpo de bombeiros. O tenente apontou um outro fator que dificultou sua ação: a própria imagem da polícia junto aos moradores da favela. Quando os soldados sob suas ordens saíram avisando as famílias de porta em porta sobre o risco que corriam, muitos acharam que era mais uma batida policial, e com medo, não deram crédito (O ESP).