O vazamento de 700 mil litros de gasolina em um oleoduto da PETROBRÁS transformou o mangue sob as palafitas da favela de Vila Socó, perto de Cubatão (SP), em um lago combustível. Ontem de madrugada, uma série de explosões incendiou e arrasou tudo: 67 corpos foram encontrados mortos, há vários desaparecidos e 200 moradores ficaram feridos, 32 deles em estado gravíssimo. A favela de Vila Socó tem 8 mil habitantes, que vivem do subemprego e sofrem de doenças como a esquistossomose, asma (por causa da poluição industrial) e outras. Três quartos da favela-- uma área de 1,5 km de extensão por 100 metros de largura-- ficaram totalmente destruídos. Poucas construções restavam em pé. O resto era entulho, material calcinado e ferros retorcidos. O presidente da PETROBRÁS, Shigeaki Ueki, anunciou que vai indenizar todas as famílias dos mortos, independentemente das causas do acidente. O comitê de Defesa Civil do Estado foi acionado pelo governador Franco Montoro, que determinou a abertura de um inquérito policial, enquanto a PETROBRÁS vai apurar o caso na área administrativa (JB).