O PRESIDENTE NACIONAL DO PDS,SENADOR JOSÉ SARNEY, PRÓ-INDIRETAS

O presidente nacional do PDS,senador José Sarney, pró-indiretas, admitiu ontem que a lei complementar sobre o Colégio Eleitoral para escolha do presidente da República precisa ser reformulada, para possibilitar a eleição do sucessor do presidente João Figueiredo, a 15 de janeiro de 1985. Esta manifestação do senador foi feita depois que o deputado José Machado (PDS-MG, pró-diretas) lhe entregou um relatório mostrando a impossibilidade de funcionamento do Colégio Eleitoral, com fundamento numa lei complementar de 1973. Segundo Machado, com a emenda constitucional no.22, que alterou o Colégio Eleitoral, estabelecendo a paridade na representação das Assembléias Legislativas perante aquele organismo, o processo de escolha dos delegados dos Estados exige nova disciplina legal. Sem uma lei complementar com esse objetivo específico, o Colégio Eleitoral não poderá funcionar e não haverá eleições indiretas em 85. Nesse caso, findo o mandato do presidente Figueiredo, a 15 de março daquele ano, assumirá a presidência, quem estiver, na época, presidindo a Câmara dos Deputados (FSP).