O ESCÂNDALO DO DESVIO DE RECURSOS DO BANCO NACIONAL DE CRÉDITO

O escândalo do desvio de recursos do Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC), que vem sendo denunciado pela imprensa desde novembro, está tendo desdobramentos mais graves, com a descoberta de irregularidades que envolvem pessoas próximas ao ministro da agricultura, Amaury Stábile. Além das irregularidades que envolviam o ex-presidente Byron Coelho, e o ex-diretor de finanças e câmbio, Toshio Shibuya, os superintendentes do banco utilizaram o emprego "fantasma" de suas mulheres para complemento de salário. Dentro da própria diretoria do banco se estranha porque Amaury Stábile faz tanto empenho em manter o diretor de crédito, Waldir da Costa, que vem dificultando o esclarecimento de vários problemas, cujos documentos estão em sua área. Os desmandos chegaram a tal ponto que, há dois anos, a pedido da mulher de Stábile, foram doados mais de Cr$10 milhões para a construção de uma casa na comunidade de Nova Betânia, em Brasília, para "assistência social", o que, como tantas outras coisas que foram feitas, não está previsto nos estatutos como função do banco. Já há algum tempo se supeitava de que familiares do ministro da agricultura se utilizavam do banco para se beneficiarem de uma série de privilégios. E, além dos familiares, amigos seus, como Toshio Shibuya, demitido no início de dezembro passado e que deu o aval para a Capemi contrair um empréstimo de mais de US$25 milhões no Banco Nacional de Paris, sem qualquer garantia ou base legal para tanto, e quem fez algumas compras desatrosas de prédios, como a de um clube de Brasília para implantação de um centro de estudos para cooperativas, que nunca funcionou (O ESP).