O EMPRESÁRIO ASSIS PAIM CUNHA, DO GRUPO COROA/BRASTEL, SOB INTER

O empresário Assis Paim Cunha, do Grupo Coroa/Brastel, sob intervenção do Banco Central, dando prosseguimento aos seus depoimentos sobre o "Caso Coroa/Brastel", o qual envolve autoridades da área econômica do governo federal, revelou como foi levado a acudir, emprestando recursos que em parte lhe eram transferidos pelo governo e, finalmente, a adquirir a Corretora Laureano. Ele relata como a Caixa Econômica Federal emprestou Cr$2,5 bilhões à SNCI, holding do Grupo Coroa Brastel, com a finalidade fictícia de desenvolver um projeto de expansão comercial de 52 novas lojas em cinco Estados Brasileiros. O objetivo real, conforme reconhece o voto de Herman Wagner Wey, aprovado pela diretoria do Banco Central, datado de 27/07/82, era destinado a cobrir a dívida da corretora, adquirida pelo grupo. Paim alega que os ministros Delfim Neto, do planejamento; e Ernane Galvêas, da fazenda, sabiam do verdadeiro objetivo do empréstimo e recomendaram ao Conselho de Desenvolvimento Econômico a liberação do mesmo. Ele cita também Carlos Langoni, e mostra um balanço falso da corretora Laureano, montado pelo ex-presidente do BC, e que foi publicado em 30/06/81, como se toda a dívida tivesse sido paga com recursos que só foram liberados em agosto (FSP).