A indústria de armas do Brasil reagiu com hostilidade a um memorando de entendimento sobre a cooperação militar-industrial assinado este mês entre os governos norte-americano e brasileiro. O protocolo prevê a transferência de tecnologia norte-americana sofisticada para a indústria de armamentos brasileiros, mas também impõe controles a um setor de exportação que deverá contribuir neste ano com mais de Cr$2 bilhões para a receita do Brasil. O general Danilo Venturini, secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, confirmou publicamente que o acordo com os Estados Unidos poderia de fato restringir as exportações brasileiras de armas. Além do protocolo militar-industrial, o Brasil fez um acordo nuclear que libera o país de sua obrigação anterior de comprar combustível nuclear dos Estados Unidos para seu primeiro reator nuclear, Angra I (GM).