O Banco Central, embora ciente pelos relatórios das comissões de inquérito e dos interventores de que o Grupo Delfin realizou várias operações fraudulentas datadas de 30 de dezembro de 1982, fixou o "termo de liquidação" das empresas em 18 de janeiro de 1983-- quando poderia estabelecê-lo em 21 de novembro, dois meses antes da intervenção--, impedindo com isso sua anulação sumária a pedido dos liquidantes e a recuperação mais rápida dos prejuízos dos credores. Com isso, o governo evitou que se tornasse igualmente anulável a operação de dação de pagamentos dos terrenos de Jacarepaguá (RJ) e Cotia (SP), com a qual o grupo quitou débitos de Cr$60,8 bilhões ao BNH, embora uma avaliação do próprio banco lhes desse um valor dez vezes inferior (FSP).