A Ferrovia do Aço, iniciada em 1975 para transportar 50 milhões toneladas de ferro, cimento e aço no eixo Belo Horizonte/Rio de Janeiro/São Paulo, está ameaçada de não receber em 1984 nem mesmo uma verba de Cr$1,5 bilhão, insuficiente para a manutenção da parte de infra-estrutura-- túneis, viadutos, pontes e terraplenagem-- que está pronta. Depois de consumir US$2,2 bilhões, mais de 2% da dívida externa brasileira, a ferrovia foi declarada obra não prioritária pelo ministro dos transportes, Cloraldino Severo e está sem dinheiro para a colocação de trilhos-- a parte mais barata do projeto-- e para eletrificação e compra de equipamentos e locomotivas. Não há prazo para a retomada do rítmo das obras da ferrovia do aço. Segundo o superintendente da Rede Ferroviária Federal para a região sudeste, Vicente Nardelli, tudo vai depender do aumento na demanda do transporte de carga, ou seja, da recuperação da economia brasileira. A RFF está tentando junto a firmas inglesas dilatar os prazos de entrega de equipamentos-- locomotivas e sistemas computadorizados de sinalização-- para, com isso, adiar o pagamento dos financiamentos nos bancos Rotschild (150 milhões de libras) e Westminster (170 milhões de libras) (JB).