CDI DEFINE INVESTIMENTOS PARA A QUÍMICA E PETROQUÍMICA

Segundo estimativa do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI)-- vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio (MIC)--, apresentada através de relatório das atividades anuais do período entre 1985 e agosto deste ano, o montante de investimentos nos setores químico e petroquímico nos próximos anos deverá superar US$2 bilhões. De acordo com o relatório, em todos os setores da indústria química observou-se, no ano passado, e no período janeiro/agosto deste ano, aumento nos investimentos fixos dos projetos, que cresceram de US$150 milhões (oito projetos em 1984) para US$483 milhões no ano passado (43 projetos) e já atingiram em oito meses deste ano US$431 milhões com um total de 52 propostas aprovadas. Somente em relação às cartas-consultas entre janeiro e agosto deste ano, os investimentos fixos são de US$856 milhões, só inferiores ao período 1980/81. O relatório compara, ainda, as aplicações de recursos no período 1979/84, quando foram aprovadas 116 projetos, com investimentos de US$3 bilhões em valores correntes-- excluindo-se o projeto de xisto da PETROBRÁS, de US$1,2 bilhão-- com as propostas apresentadas durante todo o ano passado e até agosto deste ano. Nesse período, foram aprovados 34 projetos no valor de US$380 milhões. Outros 66 estão em análise, dos quais 31 com recomendação favorável e que prevêem investimentos fixos de US$130 milhões, sendo "provável" a aprovação, ainda neste ano, de mais 30 projetos, incluindo-se nesta lista o de ácido acrílico/acrilato no sul do país, que prevê investimentos de US$290 milhões. Dessa forma, no ano passado e neste ano há 86 projetos com recursos de US$800 milhões, sendo que somente neste ano esses investimentos atingiram US$580 milhões. Já estão definidos para o Rio Grande do Sul projetos de polipropileno (US$50 milhões), de ácido acrílico/acrilato (US$60 milhões) e já estão com recomendação favorável do ministro José Hugo Castelo Branco os projetos de anidrido maleico da Elekeiroz, no valor de US$17 milhões para o Rio Grande do Sul; de fármacos para a Norquisa (US$30 milhões), e anidrido maleico da Ciquine (US$7 milhões), na Bahia. Há ainda, em exame, os projetos de álcolis graxos e oleoquímica (US$65 milhões) e de matacril (US$12 milhões) (GM).