O governo não descontou da correção monetária a acidentalidade de 0,4% aplicada à inflação de janeiro para dar o máximo de correção cambial. Por este motivo, uma portaria do Ministério da Fazenda que estava pronta desde sexta-feira última, fixando em 9,4%-- equivalente à inflação expurgada de janeiro-- a variação das Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN), teve de ser rasgada e outra refeita com um reajuste de 9,8%-- equivalente à taxa de inflação plena--, por decisão da cúpula da área econômica do governo. O comando econômico justificou a quebra na regra dos expurgos nos índices afirmando que era desaconselhável comecar o ano com uma taxa de câmbio defasada, podendo acirrar as especulações do mercado em torno de uma maxidesvalorização do cruzeiro (GM).