As indústrias de cacau na Bahia devem operar este ano com uma ociosidade de 45%-- sem considerar a Itaísa, que está paralisada desde 1982--, o que implica todas as empresas do setor "trabalharem com prejuízo", segundo o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Cacau (ABIC), Elmer Pereira. De acordo com Elmer, a Resolução 674 financiava a indústria em 15% do seu volume de exportação, a uma taxa de 60% ao ano. Mas agora a Resolução 883 só financia 5% das exportações do ano anterior e, mesmo assim, a um custo de 100% da correção monetária mais 3% de juros. Além disso, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) dos produtos de cacau foram aumentados pelo governo do Estado em 10,625% sobre o valor FOB ( de embarque na Bahia) a partir deste mês (JB).