A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) rompeu, ontem, convênio firmado com a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para assessorar o atendimento aos índios-- estimados entre 8 mil e 10 mil-- radicados na área de construção da estrada de ferro Otaqui-Carajás. A ABA, que foi convidada pela CVRD para participar dos trabalhos por recomendação do Banco Mundial (BIRD), já vinha há dois anos fazendo relatórios e denúncias sobre a má aplicação dos US$13,5 milhões, administrados pela FUNAI, para atendimento aos índios. O presidente da entidade, Gilberto Velho, disse que os relatórios dos antropólogos vinham mostrando à CVRD que os recursos estavam sendo aplicados em equipamentos que não atendem ás necessidades dos índios. Isto em detrimento da aquisição de remédios e do tratamento médico, para controle de doencas como malária ou até gripes que podem causar a morte dos índios (JB).