Quatro mil empregados absorvendo Cr$51 bilhões anuais, metade dos quais na administração, para produzir 100 mil toneladas de cobre em 1984, a um preço equivalente ao dobro do mercado internacional. Este é o retrato da Caraiba Metais, na Bahia, um ano após o seu início de operação. Construída teimosamente com base em uma mina confirmadamente antieconômica, sem minério de cobre competitivo, ou reserva suficiente para mais de dez anos, o projeto que o governo herdou de Baby Pignatari, em 1974, consumiu até agora US$1,3 bilhão, dos quais deve US$800 milhões, agigantou-se e se situa hoje entre os grandes erros da intervenção estatal no setor privado. Para justificar o empreendimento, o governo do general Geisel, que deu impulso ao projeto, o qual deveria ter sido abandonado em 1975, alegou questões de segurança nacional no abastecimento de um produto então considerado estratégico (O ESP).