A Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST) está tentando convencer o FMI da necessidade de se alterar os criterios usados para medir o deficit das empresas do governo, de modo que seja ampliado o percentual de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) fixado como meta para 1984. Pelo criterio do FMI, empresas como a PETROBRAS, que prevem no orçamento do proximo ano um superavit de Cr$500 bilhões (de Operações de Credito Liquido), ficam impossibilitadas de aplicar os recursos em investimentos sob pena de ultrapassar a meta determinada para a expansão do deficit. Esta é a mesma situação de outras empresas como a Vale do Rio Doce e as do grupo TELEBRAS, que apesar de apresentarem superavits em seus saldos crediticios previstos em 1984, terão de deixar os recursos em caixa, canalizando-os para aplicações em letras do Tesouro, em vez de ampliar seus investimentos (GM).