A PETROBRAS intensificou os estudos tecnicos para a construção do gasoduto que levará o gas natural do Alto Amazonas, na região do rio Juruá, a São Paulo, com uma extensão prevista de mais de quatro mil quilometros e um custo estimado de US$3 a US$5 bilhões. Os estudos já indicam uma primeira constatação: o aproveitamento do gas em Manaus é praticamente impossivel, a menos que seja encontrada uma formula absolutamente inovadora de transportar o combustivel, cujas reservas estão estimadas em torno de 120 bilhões de metros cubicos. Segundo o superintendente da Refinaria de Manaus (RENAM), Gilberto Neto Baeta, os levantamentos preliminares já revelaram que, para ser economicamente viavel, o gasoduto para Manaus, com uma extensão aproximada de 800 quilometros e um custo estimado de US$2,5 bilhões, teria que fornecer uma media diaria de 2 milhões de metros cubicos, praticamente o dobro do consumo atual da capital. Os tecnicos da RENAM tambem já chegaram a uma outra conclusão: o gas do Juruá é muito nobre para servir apenas como substituto do oleo combustivel. Ele deveria ser aproveitado principalmente como gas liquefeito de petroleo (GLP), mais conhecido com gas de cozinha, e como gasolina (JB).