O ex-fiscal do Conselho Nacional do Petroleo, Sergio de Azevedo Fonseca, afirmou, ontem, que o genro do general Oziel Almeida Costa, José Lino Cypriano, ofereceu Cr$50 milhões a cada um dos tres fiscais (ao proprio Sergio, ao capitão Breno Calgaro e a Edgard Egidio Rondina) que estavam apurando as fraudes no pagamento de fretes pelo transporte de combustiveis em Goias. Sergio Fonseca assegurou que o assistente do diretor de fiscalização do CNP e advogado da Supergasbras, Clerio Prandi, foi o intermediario do contato dos fiscais com José Lino. Revelou que seus colegas não aceitaram a proposta de suborno e, a partir dai, comecaram as ameacas contra suas vidas, bem como o boicote por parte do CNP contra o seu trabalho em Goias. Mas a certa altura surgiu uma carta-denuncia do proprietario do Motel Kama Sutra, em Goiania, segundo a qual os fiscais teriam tentado extorquir Cr$300 mil para não apreender os equipamentos de GLP para aquecimento de piscinas. Na opinião de Sergio Fonseca, que nega este fato, tudo foi uma trama armada contra eles para que suspendessem o trabalho de apuração de fraude no pagamento de frete de combustivel em Goias (FSP).