Cinco negros que voltavam de um ensaio de escola de samba à noite, em São Paulo, foram detidos pela Policia Militar, que suspeitou de suas atitudes. A denuncia foi feita ontem, por uma das vitimas, Joao Batista de Jesus Felix, integrante do Movimento Negro Unificado, depois de registrar queixa no 4o. Distrito Policial. Segundo ele, o carro dirigido pela psicologa Edna Roland comecou a ser seguido pela policia. Quando ela parou para que os outros desembarcassem, os policias sairam da "patrulhinha" apontando as armas, mandando que todos encostassem na parede. Indignados, perguntaram o motivo da atitude. A resposta do policiais foi pedir reforco. E quando um policial negro percebeu que os acusavamos de racistas, espancou um rapaz branco (espectador curioso), enquanto um outro dizia não haver discriminação, pois a "prova disso é que espancamos qualquer um independente da cor" (FSP).