O representante do Brasil na comissão de 18 especialistas internacionais que se reuniram para debater o futuro da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova Iorque, George Maciel, afirmou, "numa alusão aos EUA e à União Soviética, que se os Estados-Membros que devem dinheiro à organização quitassem suas dívidas, outros países seguiriam o exemplo e a ONU se fortaleceria". O Brasil, a Argentina e o México, que são os países latino-americanos que mais fundos destinam às Nações Unidas, firmaram posição no sentido de que a ONU deve ser reformada, mas sem ceder aos interesses das grandes potências. O "Grupo dos 18" elaborou uma série de recomendações sobre o futuro da entidade, como redução do número de conferências, da quantidade de documentos e de funcionários, que estão sendo analisados pela comunidade internacional. George Maciel defendeu a necessidade de se dar um enfoque "flexível e construtivo" às proposições, com o objetivo de tornar a ONU uma entidade "mais eficiente, ágil e adequada". Ele advertiu, no entanto, ser "um grave erro pensar que os problemas financeiros da organização podem ser resolvidos à custa de seus funcionários" (O ESP).