Em 1964 elas foram às ruas para derrubar o governo Goulart. Mobilizaram as familias brasileiras contra "a ameaça do comunismo". Hoje, as organizadoras da Marcha da Familia com Deus pela Liberdade sentem-se "traidas pelos militares, que deveriam convocar eleições diretas dois anos depois e não o fizeram", conforme explicou Julieta Nunes Pereira, do Movimento de Arregimentação Feminina. As mesmas senhoras que em 1964 apoiaram a derrubada do governo clamam agora pelas eleições diretas para a Presidencia da Republica, "mesmo com os riscos de vermos pessoas que ajudamos a banir do pais receberem muitos votos, como Leonel Brizola" (FSP).