Em documento do Polo Sindical do Submedio São Francisco (Pernambuco/Bahia), os trabalhadores rurais atingidos pela barragem de Itaparica, residentes nos municipios de Gloria, Rodelas, Abaré e Chorrochó na Bahia; Petrolandia, Floresta, Itacuruba e Belem do São Francisco, em Pernambuco, representados pelos sindicatos da região, Federações dos Trabalhadores na Agricultura dos Estados de Pernambuco e Banhia e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), denunciam as recentes manobras da Companhia Hidroeletrica do São Francisco (CHESF) e o descaso com que o presidente desta empresa do governo vem tratando do reassentamento de toda população rural atingida, em torno de 7 mil familias. Já em 1981, o ministro das minas e energia aprovou o relatorio final do Grupo de Trabalho Itaparica (GT-I) que estabeleceu os criterios para o reassentamento das familias atingidas pela represa de Itaparica. De acordo com este GT-I todas as familias atingidas deverão ser reassentadas em outra terra desapropriada por interesse social conforme previsto na Lei 4504 de 30/11/64. Neste mesmo ano (1981), os sindicatos, as federações e a CONTAG apresentaram ao presidente da CHESF um documento indicando as areas escolhidas pelos trabalhadores para o reassentamento de suas familias. Entretanto, muito pouco a CHESF tem realizado de concreto no sentido de reassentar toda essa população atingida (Documento do Polo Sindical do Submedio São Francisco).