O presidente do Conselho Nacional do Petroleo, general Oziel de Almeida Costa, enviou uma carta aos jornais em que, invocando a Lei de Imprensa, pede a publicação de duas notas oficiais elaboradas por seus assessores rebatendo acusações de favorecimento de parentes de altos funcionarios daquele orgao na concessão de novos postos de gasolina (inclusive do seu genro, José Lino Cipriano), explicando tambem as razoes da demissão de tres oficiais e o pagamento irregular de fretes pelo transporte de combustivel no Estado de Goias. Numa das notas, assinada por Leonel Alves de Carvalho, assessor do Gerac (Grupo Executivo para Racionalização de Combustiveis) e aprovada pelo general Oziel, fica confirmado que José Lino Cipriano (genro do presidente do CNP) recebeu a concessão de um posto de gasolina em Goiania, em sociedade com Ubirajara de Alencar Avelino. O CNP repete a informação de que, pelo fato de ser genro do general Oziel, José Lino não pode ser excluido "do direito de obter aquilo que ao cidadao comum é concedido, a não ser ferindo-se o preceito constitucional de que todos são iguais perante a lei". Uma segunda nota do CNP-- sem assinatura, mas apenas com o timbre do diretor de fiscalização do CNP, coronel José Edenizar Tavares de Almeida-- explica a questão das demissões dos fiscais Breno Calgaro (chefe do planejamento da fiscalização), Sergio Fonseca e Edgar Rondina, afirmando que estes fiscais praticaram serias irregularidades administrativas e tiveram um comportamento pessoal de forma, no minimo, incompativel com a conduta exigida de agentes de fiscalização de combustiveis do Conselho. Mas é estranho que o CNP atribua "pouca confiabilidade e credibilidade" ao relatorio elaborado pelos tres fiscais dias antes de serem demitidos, embora confirme, na nota divulgada ontem, a maioria das irregularidades denunciadas pelos fiscais (FSP).