O superintendente da Policia Federal, em São Paulo, Romeu Tuma, afirmou que o autor do atentado ao jornal "O Estado de São Paulo" certamente é alguem interessado em silenciar o jornal. Segundo ele, o atentado só será esclarecido quanto se souber a quem interessa este silencio, já que está intimamente ligado às denuncias feitas nos ultimos meses. Mas os escandalos envolvendo o Grupo Delfin, Alexandre Von Baumgarten, o SNI e o Grupo Capemi não foram os unicos, neste ano, a merecer atenção das manchetes do jornal. Há o caso do "Relatorio Saraiva", atribuido ao ex- adido militar na embaixada brasileira em Paris, coronel Raimundo Saraiva, no tempo em que Delfim era embaixador. Saraiva acusa Delfim e seus assessores de terem recebido comissão de banqueiros franceses para intermediar emprestimos ao Brasil. Depois do caso Saraiva, outro igualmente escandaloso: o das "polonetas", as incriveis negociações com a Polonia, e o duvidoso envolvimento, em negocios irregulares, do secretario geral do Ministerio do Planejamento, José Flavio Pecora, e seu ex-socio, Alvaro Leal. O caso das "polonetas" ainda não saira das manchetes do jornal quando aparece outro escandalo: o "estouro" do Grupo Coroa/Brastel, cujos interesses eram advogados por Alvaro Leal. O dono do grupo Coroa/Brastel, Assis Paim Cunha, conseguira Cr$30 bilhões do governo federal, para sanear suas empresas (O ESP).