O empresario Humberto da Costa Pinto Jr. anunciou, ontem, que pediu concordata preventiva para tres empresas do seu grupo: Costa Pinto de Comercio e Industria Ltda, SA Costa Pinto Exportação e Importação, e Administração de Bens e Negocios Bom Pastor Ltda. Ele responsabilizou o Instituto do Açucar e do Alcool, o Comind e o Lloyds Bank, e adiantou que pretende se afastar da presidencia da Associação de Exportadores Brasileiros. Costa Pinto Jr. discorda do presidente do IAA, coronel Confucio Pamplona, quanto à cobranca de uma divida de US$107 milhões. Pelos seus calculos, é credor da autarquia em US$3 milhões, embora admita que deva US$49 milhões, pois os prejuizos com a paralisação de fornecimento de açucar somam US$52 milhões. Ele queixou-se de que no dia 15 ultimo o Comind-- com o qual chegou a ter linha de credito de US$28 milhões-- iniciou ação contra a Costa Pinto Internacional Ltda, em Nova Iorque, pedindo o congelamento de seus bens para cobrir operações de US$10 milhões. E, em seguida, o Lloyds Bank mandou protestar, no Rio de Janeiro, um titulo da empresa de US$5 milhões. Segundo Humberto, nos ultimos dois anos suas exportações chegaram a US$1,3 bilhão. Em suas nove empresas trabalham 2 mil pessoas, e os investimentos previstos nos projetos agricolas que desenvolvia na região de Petrolina (PE) chegam a US$10 milhões (GM).