O CASO COROA-BRASTEL

O numero de envolvidos no escandalo Coroa/Brastel aumenta a cada dia. A comissão de sindicancia instalada pelo presidente do Banco Central, Afonso Celso Pastore, está no Rio de Janeiro desde a semana passada levantando os nomes de varios inspetores de fiscalização que durante o tempo em que esteve suspenso o exame de contabilidades das empresas financeiras do grupo, deixaram o Banco Central (pedindo demissão ou se licenciando) para trabalhar com Assis Paim Cunha. Em algumas empresas financeiras do grupo, como a Coroa S/A, Credito, Financiamento e Investimento, a ultima inspeção foi feita entre junho de 1981 e janeiro de 1982. Na Coroa S/A, Distribuidora de Titulos e Valores Mobiliarios, a fiscalização foi suspensa, a pedido, em abril de 1982. O pedido de suspensão foi encaminhado por Paim Cunha ao chefe do departamento de fiscalização, Deli Borges, e teve a aquiescencia do diretor de mercado de capitais do BC, Hermann Wagner Wey (FSP).