O mercado interno para produtos siderurgicos terá, em 1983, um de seus piores anos. A queda no consumo será de 20% e as vendas internas, de 7,3 milhões de toneladas de laminados, representam o mesmo volume consumido em 1973. Mas os efeitos da recessão permitiram que o setor partisse para uma ofensiva de exportação que deve render ao pais um saldo positivo de US$1,2 bilhão já neste ano, segundo dados divulgados ontem pelo secretario executivo do Conselho Nacional de Siderurgia e Nao-Ferrosos (CONSIDER), Aluisio Marins. A produção do aço bruto, em 1983, será de 14,5 milhões de toneladas, um resultado 11,5% superior ao obtido em 1982. As exportações deste ano (US$1,3 bilhão) serão 70% maiores que as do ano passado, enquanto as importações ficarão contidas em US$100 milhões, resultado que é 60% inferior ao de 1982, de acordo com o coordenador de siderurgia do CONSIDER, Olintho Villas-Boas (GM).