DEPOIMENTO DE MARTIN ALMADA NO BRASIL

Cada instrumento de tortura tinha seu nome e sobrenome. Assim,
57693 constituição nacional"" eram os cabos trançados que terminavam com uma bola metalica; "direitos humanos", a agua fetica com fezes e urina; democracia, os dolorosos cassetetes; as facas grandes eram chamadas de general Strõessner e as de tamanho menor, "pastor-coronel", "chefe de investigação da Policia". Essas informações constam de depoimento prestado à Anistia Internacional, na Suica, pelo educador paraguaio Martin Almada, preso e torturado no Paraguai durante tres anos, de 1974 a 1977. Agora exilado em Paris, Almada passou pelo Rio de Janeiro, visitou amigos e plantou a semente de mais um grupo que vai lutar contra a didatura paraguaia, imposta há 29 anos (JB).