OS "ÔNIBUS-FANTASMAS"

Para o Estado, eles simplesmente não existem, mas circulam diariamente pela cidade, vindos da Baixada Fluminense, suburbios e Zona Rural do Rio de Janeiro, conduzindo mais de 25 mil pessoas. São os onibus "fantasmas ou piratas" que, com uma frota superior à da Companhia de Transportes Coletivos do Estado-- que tem 484 carros-- vem operando há tempos à margem do fisco, fazendo parte da "economia invisivel" que lesa os cofres publicos. Considerados uma ameaça pelas empresas de transporte coletivo, que alegam sofrer prejuizos incalculaveis com a concorrencia ilegal, esses onibus pertencem, em sua maioria, a ex-motoristas desempregados. O secretario estadual de transportes, Julio Caruso, admite que o problema é serio, mas que não há solução a curto prazo, porque já existe uma grande clientela usando esse servico. A pirataria no transporte coletivo é mais um segmento da "economia invisivel" que, no Rio de Janeiro, segundo calculos do secretario estadual de fazenda, Cesar Maia, chega a quase 10% da economia do Estado (JB).