FRAUDES NA DISTRIBUIÇÃO DE PETRÓLEO

O capitão Breno Calgaros, chefe dos fiscais do Conselho Nacional de Petroleo (CNP); Sergio Azevedo Fonseca e Edegard Egydio Rondina, fiscais do CNP, foram demitidos em marco deste ano (sob a falsa alegação de que não eram mais necessarios), pouco depois de apresentarem um relatorio denunciando fraudes na distribuição de derivados de petroleo no Estado de Goias. No relatorio, os fiscais denunciaram o envolvimento de um posto de Teresinha Prudente Valadao, sobrinha do então governador Ary Valadao, que havia sido arrendado a uma transportadora de derivados de petroleo. A fraude constatada pelos fiscais do CNP, segundo revelou ontem o capitão Breno Calgaro, é muito comum em todo o pais, principalmente em Goias, onde as distancias entre as bases de distribuição e os postos de revenda são muito grandes. A fraude consiste em retirar o produto das bases, entregá- lo a grandes consumidores ou em postos localizados em municipios proximos, e receber do Conselho Nacional de Petroleo (que paga pelo transporte) o valor do frete, como se o produto tivesse sido levado para municipios localizados a mais de 1000 km de distancia. Essa fraude é tão comum que o proprio general Oziel Almeida Costa, presidente do CNP, revelou, em depoimento na Comissão de Transportes da Camara dos Deputados, na semana passada, que haviam sido pagos irregularmente somente em Goias, cerca de Cr$350 milhões por fretes de combustivel (FSP).