Um escandalo comparavel ao "Caso da Mandioca", no nordeste, foi denunciado ontem, em Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR), por ex-diretores do Banco de Credito Cooperativo, controlado pelo Ministerio da Agricultura, que responsabilizaram a instituição por se ter envolvido em operações frias de adiantamentos de cambio beneficiando diversas cooperativas e algumas empresas do sul. Os desvios são muito grandes e não chegaram a ser precisados; mas, somente a Centralsul, que reune cerca de 80 cooperativas gauchas, teria desviado mais de US$100 milhões. As fontes do jornal "O Estado de São Paulo" informaram que está crescendo muito o descontentamento das cooperativas com os atos dos atuais diretores do BNCC que, em defesa do que consideram a necessidade de o banco se desenvolver, estão, com poucas exceções, cometendo inumeras irregularidades. Enquanto o banco encontra recursos para financiar operações frias de cambio, conceder e pagar à Capemi sem garantias reais, pagar viagens particulares de seu atual presidente, Byron Coelho, aos Estados Unidos, comprar predios desnecessarios em São Paulo, entre outras coisas, não os tem para financiar as cooperativas de produção, o que seria sua obrigação. E o que `e pior, segundo informaram ontem, quando encontra recursos para financiar as cooperativas, as obriga a terem saldo medio, ou as força a encaminhar seus pedidos a uma agencia paulista, que cobra altas taxas de corretagem (O ESP).