Com dez dias de greve os metalurgicos de São Bernardo e Diadema (SP) conseguiram derrubar, na pratica, os "pacotes" salariais do governo. O movimento paralisou 55 mil operarios em treze empresas, conquistou um acordo vantajoso ainda não aceito pela Mercedes Benz e a Reifenhuasen. Pelo acordo, os que ganham até dez salarios minimos terão reajuste com base no Decreto-Lei 2065. Os que ultrapassam esse faixa salarial receberão segundo o Decreto-Lei 2045, derrubado pelo Congresso Nacional, que lhes garantirá 80% do INPC. As empresas pagarão, a titulo de abono, 20% do salario aos funcionarios que estão na faixa até sete minimos e 30% aos demais. Como esses abonos não podem ser considerados como antecipação salarial, não serão descontados nos vencimentos. Na pratica, o abono substitui a chamada produtividade, proibida de ser concedida pelo governo. Por conta da greve, as empresas descontarão dos trabalhadores as horas que permaneceram parados, e não os dias de paralisação. O acordo tem vigencia retroativa a partir de 1o. de outubro (FSP).