Uma frente nacional contra o aumento da carga tributaria foi decidida, ontem, na reunião que representantes do comercio, da industria e agricultura realizaram na sede da Sociedade Rural Brasileira, em São Paulo, para debater a elevação de 16% para 18% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM), conforme mensagem que deverá ser encaminhada pelo presidente da Republica ao Senado Federal, nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei 2065. Depois de criticarem, isoladamente, o aumento das contribuições previdenciarias, a criação do FINSOCIAL, a elevação do Imposto de Renda das pessoas juridicas e agora, das pessoas fisicas, os lideres empresariais resolveram se unir. E assinaram uma nota conjunta que será remetida ao governador do Estado de São Paulo, Franco Montoro, e aos senadores paulistas-- a prerrogativa de votar o aumento da aliquota do ICM é do Senado Federal-- oficio em que condenam a medida e pedem apoio para a sua rejeição.Assinaram o documento: Fabio Meirelles, Guilherme Afif Domingos, Abram Szajman, Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho e Renato Ticoulat. Nos demais Estados, as Federações da Agricultura, da Industria, do Comercio e as Associações Comerciais deverão adotar o mesmo procedimento para sensibilizar os governadores-- maiores interessados na medida-- e os senadores que deverão vota-la (FSP).