Os governos federal e estaduais investirão Cz$345 bilhões na Amazônia, entre 1986 e 1989, quando estará em vigência o I PDA (Plano de Desenvolvimento da Amazônia) da "Nova República", apresentado ontem pela SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) durante a reunião de seu conselho deliberativo, em Belém (PA). Do total, Cz$167 bilhões deverão ser aplicados-- sobretudo em infraestrutura, estímulo aos setores produtivos e criação de novos conhecimentos-- pelos nove Estados que integram a Amazônia legal. Nesse orçamento não estão incluídas as verbas do programa grande Carajás e Polonoroeste. Responsável pela elaboração do I PDA, a SUDAM defende a ampliação dos investimentos e "a adoção de várias medidas para melhorar o perfil da região". O PDA defende a aplicação de Cz$84,4 bilhões no quinquênio, através de várias linhas de fomento dos bancos oficiais. Também reivindica Cz$30 bilhões até 1989 para a aplicação dos incentivos fiscais, dos quais Cz$10 bilhões para cobrir o "déficit entre o comprometimento da SUDAM e o que ela efetivamente liberou de recursos para os projetos econômicos privados". Outros Cz$30 bilhões seriam destinados no período do PRODIAT, um programa de desenvolvimento regional para o vale dos rios Araguaia e Tocantins. O PDA prevê mais Cz$17,2 bilhões para os planos regionais de reforma agrária, Cz$7,8 bilhões para outros programas regionais. Os Estados prevêem aplicar Cz$167 bilhões, sendo Cz$42 bilhões pelo Pará; Cz$35 bilhões, no Amazonas; Cz$27 bilhões, no território do Amapá e Cz$20 bilhões, em Mato Grosso, "especialmente na montagem de infraestrutura de apoio aos projetos econômicos". A SUDAM, segundo as informações, planeja investir especialmente na zona de fronteira da Amazônia (JC).