CAFEICULTORES DIZEM QUE CONFISCO DEVERIA SER EXTINTO

Durante uma reunião, realizada meses atras em Brasilia, entre o lideres da cafeicultura nacional e o ministro da industria e do comercio, Camilo Pena, em que se discutia o confisco cambial (imposto de exportação) que incide sobre o cafe (atualmente fixado em US$99,5 por saca), os cafeicultores argumentaram que o confisco deveria ser extinto, pois estimulava o contrabando do produto para o Paraguai, onde o café, sem confisco e impostos, poderia ser vendido por valores tres vezes superiores aos preços internos. Considerando que uma saca está custando US$171,6 no mercado externo, o Brasil deixa de ganhar, anualmente, US$170 milhões. E na composição dos numeros todos perdem, à exceção dos contrabandistas. Com a saida irregular de 1 milhão de sacas, a União deixa de arrecadar o confisco cambial (US$99 por saca), num prejuizo de US$99 milhões. Os Estados tambem perdem, pois se deixa de recolher os 16% de ICM, num prejuizo de Cr$9,2 bilhões. Dessa forma, sem recolher o confisco e impostos, uma saca é vendida atraves do Paraguai, a Cr$140 mil, enquanto que, comercializada internamente, o preço alcanca Cr$45 por saca (O ESP).