CANAVIEIROS E USINEIROS NÃO CHEGAM A ACORDO

A greve geral dos 240 mil canavieiros pernambucanos, que dura seis dias, continuará até o próximo dia 9, quando o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) se reunir para julgar o dissídio coletivo. Não houve acordo entre os usineiros e fornecedores de cana-de-açúcar com os trabalhadores rurais na audiência de instrução com o presidente do Tribunal, juiz Clóvis Valença Alves. O impasse surgiu da negativa dos usineiros em desarmar os administradores e fiscais de campo nas suas usinas, uma das reivindicações dos trabalhadores rurais. Os usineiros também não aceitaram pagar o salário-família-- na base de 5% sobre o salário-mínimo por filhos menores de 14 anos-- que também era exigência dos canavieiros. Segundo os patrões, quem "tem o dever de pagar salário-família é o governo". Outro impasse criado foi porque os usineiros também não quiseram acatar a lei do sítio, propondo o uso, a título gratuito, de um pedaço das terras das usinas aos trabalhadores que tenham um ano de contratação como funcionário (JB).