A arrecadação de impostos federais, de janeiro a setembro deste ano, atingiu Cr$7,4 trilhões. Embora signifique um crescimento nominal de 132% em relação ao mesmo periodo do ano passado, o total arrecadado representou uma queda real de 15,6%, mas superou em 3% a receita prevista, que era de Cr$7,2 trilhões. A participação do Imposto de Renda no total da arrecadação subiu de 45,18% (janeiro-setembro de 82) para 53,21%, somando Cr$3,9 trilhões nos nove primeiros meses deste ano, com crescimento nominal de 173% e queda real de 0,69%. Entretanto, ficou 4% acima da receita prevista, que era de Cr$3,8 trilhões. Em contrapartida, a participação relativa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) caiu de 11,66% para 7,64%, considerando os mesmos periodos, totalizando Cr$569 bilhões (crescimento nominal de 52% e queda real de 44,7% em relação ao mesmo periodo de 1982). A arrecadação do Imposto de Renda na fonte apresentou uma ligeira retração. Caiu de 25,37% para 23,48%, em termos de participação no total da Receita Federal. O IR-fonte arrecadou, de janeiro a setembro, Cr$1,7 trilhão, com crescimento nominal de 115% e queda real de 21,78%. Assim, o salto na arrecadação do Imposto de Renda se deu gracas à elevação do imposto pago pelas pessoas fisicas e juridicas e suas declarações de rendimentos (FSP).