Apenas em agosto e setembro, chegaram ao Acre 601 familias, num total de 3051 pessoas, procedentes do ABC paulista, da zona industrial de Betim (MG) e de areas de litigio no Mato Grosso do Sul. Só o INCRA levou, neste periodo, 6403 familias. Esses projetos de assentamento dirigido do INCRA estão gerando muita polemica na região, pois segundo o presidente do Banco do Estado do Acre, Osmir Lima, "esse pessoal que estão trazendo para colonizar a Amazonia não tem nenhuma intimidade com a agricultura. E-- o que é mais grave-- tampouco com a Amazonia". Quem percorre as glebas, os lotes de 60 e até mesmo 100 hectares que estão sendo distribuidos pelo INCRA nos municipios de Rio Branco, Senador Guiomard, Palacio de Castro, ou mesmo nos distantes Brasileia, fonteira com a Bolivia, ou Cruzeiro do Sul, fronteira com o Peru, descobre uma situação dramatica: os trabalhadores especializados do centro-sul industrial estão mal-instalados, morando em cabanas cobertas por plasticos, sem agua, sem assistencia medica e sem estradas de acesso (JB).