AS IRREGULARIDADES NO PROCESSO CONTRA OS PADRES

Dentre as inumeras irregularidades que marcam o processo a que respondem os padres Aristides Camio e Francisco Gouriou e os 13 posseiros de São Geraldo do Araguaia, uma das piores e mais gritantes, sem sombra de duvida, foi o sequestro virtual das testemunhas de acusação do processo, por parte de agentes da Policia Federal e funcionarios do Grupo Executivo de Terras do Araguaia-Tocantins (GETAT). A noticia deveria ter sido manchete dos jornais da grande imprensa. Mas até a simples menção ao fato foi proibida, devido a telefonemas aos jornais O Liberal e A Provincia do Pará. Segundo uma versão, partidos de um comando militar, e segundo outras, do coordenador do GETAT, Iris Pedro de Oliveira. Os cinco lavradores, testemunhas de acusação, foram sequestrados por duas vezes, uma por volta do dia 5 de janeiro e outra no dia 10 do mesmo mes. Foram transportados em aviões e carros do GETAT de São Geraldo do Marabá, em cujo forum, sob pressão de agentes da PF, prestaram depoimento no dia 18, perante a juiza Ruth nazaré Gurjao. No caso tambem está diretamente envolvido o advogado dos 13 posseiros, Djalma Farias. Diante do medo de sofrer espancamentos, submetidos a pressões por parte dos policiais, do executor do GETAT em São Geraldo, Carlos Chaves (que chegou a, sutilmente, prometer terras para que acusassem os padres) e do advogado Djalma Farias, as testemunhas acusaram os padres franceses. A manobra falhou porque, posteriormente, uma delas reuniu coragem para vir a Belem e, em cartorio, prestar outro depoimento, denunciando o episodio (Resistencia).