A ideia de renuncia coletiva do ministerio economico, para proporcionar ao presidente Joao Figueiredo a abertura de areas de manobra politica, visando à solução da crise economica e social do pais, circulou intensamente no Congresso Nacional, como uma das poucas alternativas que ainda restavam ao governo. Parlamentares ligados ao chefe do governo, ao comentarem a disposição reiterada pelo general Figueiredo de renunciar à Presidencia da Republica, reconheciam a gravidade da situação politica-economica do pais e sustentavam que "ninguem poderia ajudar o presidente melhor do que o proprio ministerio". Um desses congressistas sublinhou que o animo do general Figueiredo ficaria outro, se os seus ministros lhe devolvessem os cargos que ocupam, a fim de facilitar as negociações interpartidarias (FSP).