Se o governo brasileiro não apresentar, até o dia 18 de novembro, uma legislação definitiva sobre a politica salarial, a direção do FMI, que se reunirá naquela data, dificilmente aprovará a 3a. Carta de Intenção do Brasil. Em consequencia, não vai liberar as duas parcelas de emprestimos atrasados que somam US$800 milhões. A advertencia foi feita quarta-feira pelo diretor-geral do FMI, Jacques de Larosiere, em conversa telefonica com o ministro da fazenda, Ernane Galveas. Isso aconteceu no mesmo dia em que o Congresso Nacional rejeitou o Decreto-Lei 2045, que limitava em 80% os reajustes salariais. Apos o telefonema, Galveas quis renunciar ao cargo, mas foi convencido a desistir da ideia pelo ministro do planejamento, Delfim Neto, segundo uma fonte do Palacio do Planalto (JB).