O trabalho semi-escravo de um grupo de 24 cortadores de cana na região de Ribeirão Preto (SP) foi descoberto ontem pela Secretaria das Relações do Trabalho num alojamento rural no municipio de Cravinhos (SP). Nenhum dos trabalhadores sabe quanto ganha pelo servico prestado a empreiteira de mao- de-obra rural Casemiro Jucovisky, em uma colheita de cana destinada à destilaria Moreno. Eles foram trazidos do Vale do Jequetinhonha, em Minas Gerais, com a promessa de que seriam bem remunerados e acomodados. Dois trabalhadores, Pedro Silva Ferreira, de 17 anos, e Sebastião Couto, de 18 anos, disseram aos fiscais da secretaria que há quatro semanas não recebem nada e o maximo que viram alguem ganhar pelo trabalho foi Cr$8 mil em uma semana. Os trabalhadores afirmaram que não tem controle sobre os descontos feitos pelo empreiteiro a titulo de taxas por refeição, alojamento, lavagem de roupas e fornecimento de agua, alem do aluguel de um televisor (O ESP).