O IBDF só poderá vender a madeira adquirida da massa falida da Agropecuaria Capemi se pagar ao Estado do Pará Cr$116 milhões de ICM devido. Ao comprar os 182 mil metros cubicos de madeira em maio, pagando à massa falida quase Cr$1,5 bilhão, o IBDF tornou-se responsavel pelos Cr$163 milhões de ICM devido. A operação, porem, foi realizada sem documentação fiscal e o ICM tambem não foi pago. O instituto conseguiu vender um primeiro lote de madeiras, com pouco mais de quatro mil metros cubicos, porque dispunha de um credito de ICM no valor de Cr$52 milhões, desfrutavel na primeira transação, feita em marco, diretamente com a Agropecuaria, de 46 mil metros cubicos de madeira. Por ocasião da primeira alienação da madeira de Tucurui, feita pelo IBDF a uma empresa madeireira do Pará, o credito foi reduzido para Cr$47 milhões. Se o IBDF, porem, quiser comercializar toda a madeira que adquiriu da Capemi devido ao fracasso do Projeto Tucurui, terá de pagar o ICM devido, com a vantagem apenas de poder abater, do total de Cr$163 milhões de imposto, o credito de Cr$47 milhões. A divida baixará, então, para Cr$116 milhões (O ESP).