A "rolagem" da divida interna e externa das empresas estatais da União exigirá Cr$4,2 trilhões este ano e Cr$10,2 trilhões em 1984. Esse custo `e considerado a principal razao do governo para o achatamento dos salarios dos empregados do setor publico (e consequentemente dos trabalhadores em geral, via Decreto-Lei 2045), bem como dos cortes nos investimentos programados para 83 e 84. Da divida registrada pelo Banco Central em 1982, no valor de US$69,6 bilhões, 67% foram contraidos pelo setor publico. A receita operacional das empresas estatais-- estimada em Cr$14,6 trilhões este ano e Cr$31,2 trilhões em 1984--, acrescida de repasses do Tesouro Nacional de Cr$2,6 trilhões e Cr$4,5 trilhões, respectivamente, seria suficiente para cobrir os gastos de custeio, investimento e mao-de-obra, que passarão de Cr$17,5 trilhões este ano para Cr$34,4 trilhões no proximo. O endividamente, contudo, forcará as estatais a disputar no mercado financeiro um credito já escasso, favorecendo a alta das taxas de juros (JB) (FSP).