O presidente do Grupo Coroa/Brastel, Assis Paim Cunha, voltou ontem a acusar o governo de co-responsavel pelos problemas das empresas financeiras do grupo, decorrentes da imposição feita para que a financeira Coroa assumisse a corretora Laureano, no inicio de 1981. Ele depos durante quatro horas na Delegacia de Defraudações, no inquerito que apura a emissão de letras de cambio "frias" (sem a devida cobertura) pela financeira, em volume estimado em mais de Cr$400 milhões. Como prova de sua acusação, Paim juntou ao inquerito-- motivado por queixa-crime do Banco Central, que executa a liquidação extrajudicial das empresas financeiras-- uma carta confidencial da Bolsa de Valores do Rio ao Banco Central, em 1981, "que expunha os serios problemas da Laureano e os favores que recebia do governo" (JB).