O governo está preparando, nos estudos para ajustar o Plano Cruzado, a instituição de diversos índices oficiais, cada qual refletindo determinada cesta de produtos, com função específica de "corrigir os vários ativos da economia, como salários, ativos das empresas e aplicações financeiras". Segundo as informações, para os salários, será observada a variação de preços de uma cesta básica de alimentos consumidos por famílias com renda mensal de até cinco salários-mínimos, que será mantida congelada. O IBGE está fazendo os estudos necessários às alterações dos índices, sob orientação do Ministério do Planejamento. O governo justifica a reformulação afirmando que "a inflação dos carros usados e do vestuário está estendendo-se sobre toda a economia, corrigindo ativos que nenhuma relação têm com estes preços". A SEST (Secretaria Especial de Controle das Empresas Estatais), por sua vez, já dispõe de estudo técnico recomendando o realinhamento das tarifas e preços públicos (O Globo).