A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

O ministro da Fazenda, Ernane Galveas, oficializouontem, para os membros do Conselho Monetario Nacional, as metas do setor externo e da politica monetaria fiscal para este ano e parao anoque vem, que constam da Carta de Intencao do pais ao FMI que será assinada hoje. Galveas espera agora receber até o final de outubro pouco mais de US$2 bilhoes-- como equivalente aos debitos atrasados-- de desembolsos vencidos do Fundo e dos bancos internacionais. Para o setor externo, as contas deste ano prevem um superavit comercial de US$6,3 bilhoes, que deverá saltar para US$9 bilhoes em 1984, com exportacoes de US$25 bilhoes e importacoes de US$16 bilhoes. O deficit da conta de servicos sobe para US$15 bilhoes (cerca de US$1 bilhao a mais que neste ano), resultando, assim, numa conta de transacoes correntes deficitaria em US$6 bilhoes,US$1,66 bilhao a menos que a estimada até o final de dezembro deste ano. Os juros ficam em US$10,8 bilhoes-- tambem semelhantes aos de 1983--, e as amortizacoes para 1984 serao de US$7,8 bilhoes, sendo US$4,3 bilhoes junto aos bancos credores e o restante devido `as instituicoes oficiais e outros (GM).