O CASO COROA-BRASTEL

O Banco de Credito Real de Minas Gerais, um dos dois oficiais do Estado, aceitou o proprio Assis Paim Cunhae seusocio Abraham Zilberstajn como avalistas no emprestimo de Cr$1 bilhao que concedeu `a Brastel Comercio, em dezembro do ano passado. Do valor inicial, o banco oficial recebeu apenas Cr$389 milhoes. Mas o saldo devedor do Grupo Coroa/Brastel para com ele é hoje de Cr$1,4 bilhao. Estas informacoes constam de nota oficial divulgada ontem em Belo Horizonte pelo presidente do Banco deCredito Real,SilenoDurao Judice, confirmando as denuncias divulgadaspelo jornal "O Estado de Sao Paulo" sobre as relacoes comerciais do banco oficial com o Grupo Coroa. Segundo a nota, o socorro financeiro dado pelocredireal foi dividido em tres contratos,todos firmados em dezembro de 1982: o primeiro e o segundo no valor de Cr$300 milhoes cada um, e o terceiro no valor de Cr$400 milhoes (O ESP).