O CASO DELFIN

O Grupo Delfin forjou um prejuizo contabil superior aCr$40 bilhoes `as vesperas da intervencao, mediante operacoes imobiliarias pelas quais recebeu, para quitar dividas, por preco até oito vezes superior ao de mercado, terrenos de uma sua financiada, a Uniao de Construtores S/A. Paralelamente, vendeu `a mesma empresa outros imoveis, mas por precos varias vezes inferiorao demercado. As operacoes, cuja anulacao será proposta pela interventoria, tiveram inicialmente o proposito de encobrir o grande lucro do balanco de 1982 que resultaria da contabilizacao do acordo Delfin/BNH, pelo qual a empresa quitou debitos de Cr$60,8 bilhoes com terrenos avaliados por preco dez vezes inferior. Coma intervencao nas empresas financeiras do grupo, elas serviram tambem para reforcar o patrimonio da Uniao de Construtores, que logo em seguida pediu concordata (FSP).