Um apelo feito pelo ministro do planejamento, Delfim Neto, para que a Coroa/Brastel assumisse em 1981 a Corretora Laureano, que enfrentava gravesproblemas financeiros, foi o comeco das dificuldades do grupo, levando-o a emitir cheques semfundos, afirma o empresario Assis Paim Cunha, em depoimento que vai depositar hoje no Cartorio de Titulos e Documentos do Rio de Janeiro. Paim diz, ainda, que "o caso Coroa/Brastel é hoje, indiscutivelmente, uma questao do governo. Fui convocado para sanear problemas maioresdo que asminhas possibilidadespermitiam, sob promessas dogoverno que nunca se concretizaram.Este mesmo governo, composto por pessoas em quem confiei, lanca-me agora `a execracao publica evirtualmente destruiu todo o trabalho que realizei ao longo da vida" (O ESP).