Apesar de graves problemas de liquidez e a poucas semanas de sofrer intervenção, o Grupo Coroa/Brastel acertou a compra do Grupo Delfim, este já sob intervenção. Um protocolo chegou a ser assinado entre o proprietario da Coroa/Brastel, Assis Paim Cunha, e o proprietario da Delfim, Ronald Guimaraes Levinsohn, e teve seu encaminhamento comunicado pelo Banco Central ao BNH (Banco Nacional de Habitação) "na forma de despacho superior". Os documentos confirmam a denuncia do vice-lider do governo, deputado Teodorico Ferraco (PDS-ES), e, se, efetivada, a operação elevaria consideravelmente o "rombo" do Grupo Coroa/Brastel, calculado em Cr$409 bilhões. Os signatarios do protocolo concordaram em realizar o negocio se obtivessem a concessão de linhas de financiamento de longo prazo; emissão de letras imobiliarias "em volumes necessarios"; liberação de 54 agencias da Delfin e sua transformação em agencias do Banco de Credito Comercial do Coroa/Brastel (o mesmo banco encolvido nos negocios irregulares entre Brasil e Polonia, denunciados pelo jornal "O Estado de São Paulo"), hoje sob intervenção. Paim Cunha pagaria a Levinsohn em dinheiro, em titulos imobiliarios e em imoveis, "desde que obtenham a necessaria aprovação das autoridades monetarias" (FSP).