Protocolo secreto, com data em branco, assinado com a Republica Democratica Alema, modificou a decisão de importar desse pais vinte guindastes de portico, no valor aproximado de US$21 milhões. Pela alteração, decidiu-se que seriam 50 guindastes, totalizando a transação quase US$57 milhões. E que haveria a pagar gorda comissão a uma empresa cuja intermediação fora formalmente imposta naquele protocolo: a "trading" paulista STILL S/A (Sociedade Tecnica de Instalações Industriais). No entanto, tamanha despesa foi atribuida à PORTOBRAS, obrigada a captar recursos cuja maior parcela se destinava precisamente ao pagamento dos guindastes. Ora, o proprio relatorio dessa estatal estampa que os resultados apresentados nos balancos dela e de suas subsidiarias "estiveram aquem do desejado". Pior, porem, é que a importação da RDA determinou o cancelamento da compra de guindastes fabricados por empresas nacionais: BARDELLA, TORQUE e VILLARES. Tudo isso ocorreu sob um enfoque especial, bem esclarecido na Exposição de Motivos da SEPLAN, do Ministerio da Fazenda e do Itamarati à Presidencia da Republica, dando conta de que o leste europeu era, das areas de comercio exterior, uma das que apresentavam maior potencialidade para o Brasil (O ESP).